O desafio de criar arquiteturas de TI cada vez mais adaptativas e evolucionárias

Os modelos de negócio são cada vez mais complexos, envolvendo uma grande diversidade de dispositivos e possibilidades de experiências por parte dos usuários. Isso pressiona a necessidade cada vez maior de materializar capabilities desafiadoras, tanto em termos de tecnologia como de prazo.

Em tese, a competição digital é tão acirrada que não é suficiente pensar em um stack apenas de software e lógico, mas cada vez mais dependente do mundo físico, envolvendo processos e dispositivos diferenciados, e um stack mais completo, composto de um sensoriamento e níveis de interação cada vez mais próximos do humano, quando não até mesmo emulando modelos antropomórficos.

Não por menos, os métodos ágeis são cada vez mais relevantes e necessários, aumentando a capacidade de reação às mudanças, que vão desde as naturais, até as provocadas pelos concorrentes, como no caso de inovações de ruptura.

Entretanto, muitas organizações ainda estão engessadas em modelos do passado, muitas vezes de forma estrutural, enraizadas em sua cultura, onde a transformação digital era apenas um possível cenário futuro, com barreiras e falta de agilidade que irão, mais cedo ou mais tarde, impactar em seus resultados, ou conduzir a um movimento de exit, onde os grandes plaýers irão comprar e transformar essas falhas em grandes oportunidades, o que, seguidamente, e infelizmente, vemos acontecer em nosso país.

Nesse contexto, penso que os vencedores são os times capazes de criarem arquiteturas de TI cada vez mais adaptativas e evolucionárias, e com a agilidade para isso. E, no momento que criam e lideram as abordagens de tecnologia e arquitetura com sua visão, podem abrir para o mercado seus conceitos, agregando mais inteligência aos seus ecossistemas, com custo mínimo.

Existem várias áreas de negócio competindo em cenários dentro desse contexto, como por exemplo o financeiro, de e-commerce e de healthcare, com uma competição cada vez mais digital e com desafios crescentes de reagir rapidamente às mudanças, e, o mais complexo, causar as reais mudanças de paradigma que impactam os consumidores, e os mercados.

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Por Rogerio Figurelli em 19/12/2020
Senior IT Architect & Solutions Consultant
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