Ascensão e queda do BPM

Por muitos anos o gerenciamento de processos de negócio se mostrou como uma abordagem eficiente na sempre complexa necessidade de integração de estratégias de tecnologia e negócios.

Entretanto, no meu entender, o BPM não conseguiu endereçar o mais desafiador de todos processos: o cérebro humano e seu funcionamento. Muito menos ainda, se levarmos em conta o potencial de nossa mente, que nem mesmo a ciência consegue entender e explicar de forma racional.

Dessa forma, o BPM cedeu espaço para a robótica e, mais recentemente, evolução da inteligência artificial. E, se por enquanto disciplinas como RPA ou Robotic Process Automation e Machine Learning apenas complementam o potencial dos sistemas BPMS, minha visão de futuro é que irão torná-los obsoletos.

Na prática, irão vencer as disciplinas que melhor endereçarem a modelagem do cérebro e a computação cognitiva, de forma automática.

E os softwares robôs se mostram cada vez mais candidatos a isso. Com a incrível capacidade de até mesmo modelarem de forma autônoma os processos de forma mais eficaz que os próprios colaboradores humanos e analistas de processos.

Nesse novo paradigma e realidade, os algoritmos e sistemas inteligentes, gerados de forma automática e autônoma, passam a dominar os métodos e notações antigas, como o próprio BPMN, em camadas de abstração cada vez mais próximas da linguagem natural.

A realidade é que, se não há mais tempo para programar, muito menos para desenhar processos, pelo menos de forma manual, como no passado.

Ou seja, a automação de processos de negócios, através da robótica e inteligência artificial, tende a superar todos desafios das disciplinas que não souberam automatizar o próprio usuário delas, tornando realidade negócios totalmente digitais, em poucas semanas.

E na sua empresa, quais as disciplinas de automação de processo estão na liderança?

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Por Rogerio Figurelli em 07/12/2020
Senior IT Architect & Consultant
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